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Passarinhando

Passarinhando

Domingo, 27 Setembro 2015 14:19

Corujinha-sapo - Megascops atricapilla

Corujinha-sapo - Megascops atricapillaA corujinha-sapo (Megascops atricapilla) é uma ave Strigiformes da família Strigidae.

Seu nome científico significa: do (grego) megas = grande, e de scops = gênero Scops(Brünnich, 1772), coruja - referência a um gênero de corujas do Velho Mundo geralmente orelhudas; e do (latim) atricapillus = de cabelos negros; ater = preto; e de capillus, caput= cabelo da cabeça, cabeça. ⇒ Grande coruja Scops (que tem) o cabelo da cabeça preto ou Grande coruja Scops de cabelo preto.

Características

Mede entre 23 e 24 centímetros de comprimento e pesa entre 115 e 140 gramas. Espécie similar à corujinha-do-mato, mas com os penachos maiores e uma distinta área negra na nuca e no alto da cabeça. A cor da íris varia do amarelo ao laranja e marrom. Apresenta uma fase de plumagem escura com olho marrom, outra ruiva e também uma terceira, cinzenta, estas últimas com a íris amarelada.

Tão importante quanto o registro é a companhia dos amigos! No projeto Cidadão Cintista - reserva Salto Morato.

Corujinha-sapo - Megascops atricapilla 

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Quinta, 20 Agosto 2015 11:53

Observação de Aves ou Pássaros?

historia2Apesar de ser uma atividade bastante democrática, aberta para qualquer pessoa de qualquer idade, a observação de aves demanda certo empenho em relação aos estudos. Cada observador tem objetivos e metas específicos entretanto, buscar entender certas informações é crucial para um melhor aproveitamento das passarinhadas. Por exemplo, entender como é feita a escolha dos nomes dos bichos e quais os sistemas de classificação são utilizados, pode ajudar muito no momento de descobrir qual espécie de ave foi observada, fotografada ou gravada. Nomes científicos, nomes populares, lendas e mitos… São muitos detalhes que vão surgindo na medida em que o observador vai avançando. Uma das dúvidas mais comuns que geram confusão entre as pessoas é entender o que realmente significa os termos “ave” e “pássaro”.

As vezes nos deparamos com textos ou publicações com as expressões “Observação de Aves” ou “Observação de Pássaros“. Afinal, qual está correta? O mais correto, certamente, é utilizar “Observação de Aves”, que também pode ser citada pelos termos birdwatching e birding, em língua inglesa.  Não é muito difícil entender as diferenças e essa é a proposta deste texto. Uma frase clássica que resume essa explicação é: todo pássaro é uma ave mas nem toda ave é um pássaro. Vamos entender?

Os seres vivos são classificados em grupos de acordo com suas semelhanças evolutivas (molecular, morfológica, comportamental…). Esse sistema de classificação tem base na prosposta do naturalista Karl von Linnée ou simplesmente Linnaeus. Nesse sistema os seres vivos são agrupados, basicamente, em Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie. Existem sub-grupos mas que nesse momento não são importantes. As aves são animais pertencentes ao Reino Animalia, Filo Chordata e Classe Aves. A partir das Ordens dentro de aves que devemos prestar atenção para compreender as diferenças que nos interessam.

Atualmente o Brasil possui uma lista de 1901 espécies de aves conhecidas. Esse número fica variando ao longo do tempo na medida que mais estudos são feitos a fim de entender os agrupamentos e também para encontrar espécies desconhecidas. Pois bem, no meio dessa absurda diversidade (2ª maior quantidade de aves do mundo, perdendo apenas para a Colômbia), existem “um zilhão” de tamanhos, formas, cores, comportamentos… A função do sistema de classificação e justamente organizar essa variedade e facilitar os estudos.

Após a Classe, as aves brasileiras são classificadas em 33 Ordens diferentes. Podemos citar a Ordem Psittaciformes (araras, papagaios e periquitos),  Columbiformes (pombas, rolinhas e juritis),  Strigiformes (Corujas), Falconiformes (Falcões, águias e gaviões) e finalmente  Passeriformes (Pássaros). Agora já fica fácil entender nossa dúvida: ave ou pássaro? Os pássaros são aves pertencentes à Ordem Passeriformes e compreendem a mais numerosa delas, incluindo mais da metade (1074 espécies) de todas as espécies de aves brasileiras. Também são conhecidas como aves canoras, pois são especializadas na emissão de cantos dos mais variados e, talvez por isso, serem tão intimamente ligadas ao ser humano, que ao longo dos anos têm retirado milhões desses bichos da natureza para aprisioná-los em gaiolas. A diversidade dentro da Ordem dos pássaros é muito grande. Eles são divididos em 38 Famílias como por exemplo  Thamnophilidae (Chocas, formigueiros, chororós e afins), Turdidae (Sabiás), Furnariidae (Joões, barranqueiros, limpa-folhas e afins), Cotingidae (Arapongas, anambés, saurás, corta-ramos e afins) entre outras.

Citamos no texto apenas os números da lista brasileira, entretanto a mesma classificação é válida para todas as quase 10.000 espécies de aves do mundo. A diversidade de pássaros é tão grande que em alguns casos existe até a divisão em passeriformes e não-passeriformes, por exemplo em Guias de Campo, como o Illustrated Checklist of the Birds of the World. Sendo assim, vamos voltar e melhorar nosso resumo: todo pássaro é uma ave pertencente à Ordem Passeriformes e, portanto, nem toda ave é necessariamente um pássaro.

Existem autores que discordam dessa separação entre aves e pássaros (veja esse texto que agrupou uma série de argumentos contrários). Entendo que, sendo Passeriformes uma Ordem tão representativa, é válido existir um termo “popular” que o distingua dos demais grupos. Independente de concordar ou não com essa classificação, geralmente os observadores dizem, carinhosamente, que vão passarinhar e chamam todos de passarinho. O importante, acima de tudo, é saber que observar aves é muito mais que sair fotografando e querendo saber que espécie é aquela. Quanto mais informação se acumula, mais enriquecedora será sua experiência.

Clique aqui e conheça a lista das Ordens e Famílias de aves brasileiras

Grande abraço!

Eduardo Franco

Foto: Eduardo Franco - Observadores de aves em campo. 

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Sexta, 10 Julho 2015 16:57

Instagran

Sexta, 05 Junho 2015 21:07

Arredio-do-rio - Cranioleuca vulpina

arredio-do-rioO Arredio-do-rio (Cranioleuca vulpina) é uma ave Passeriformes da família Furnariidae.

Seu nome científico significa: do (grego) kranion = crânio; e leukos = branco; e do (latim) vulpina, vulpes = como uma raposa. ⇒ (Ave como uma) raposa e com crânio branco. (Reddish-brown above, white beneath like a fox).

É comum nos emaranhados de arbustos e cipós em margens de rios e lagos, em bordas de florestas de galeria e ilhas fluviais. O próprio nome comum revela seu local de preferência e seu comportamento. Também conhecido como joão-do-rio.

Características

Um pouco menor do que o Curutié (Certhiaxis cinnamomeus), a princípio pode ser confundido com ele. No entanto, a plumagem do dorso é completamente marrom avermelhada, formando um forte contraste com o ventre claro. A listra superciliar é maior e mais nítida, bem como o bico é claro com uma linha escura superior (é todo negro no curutié). As atividades constantes das aves dificultam a identificação e, muitas vezes, são primeiro escutadas, antes de serem localizadas. O canto, um dueto entre macho e fêmea, começa com uma risada baixa, acelerada e mais alta no final. É emitido o ano inteiro, sendo de julho a dezembro (período reprodutivo) com enorme freqüência. Enquanto caçam insetos, vão cantando continuamente, às vezes dependurados em cipós, de cabeça para baixo.

Registro feito no Tanquã - Piracicaba-SP

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lavadeira-de-cara-brancaA Lavadeira-de-cara-branca (Fluvicola albiventer) é uma ave Passeriformes da família Tyrannidae.

Seu nome científico significa: do (latim) fluvius,fluvii = rio; e cola, colere = morador, habitante, que habita; e do (latim) albus = branco, alvo; e venter, ventris = barriga, ventre. ⇒ Pássaro ribeirinho de barriga branca.

Características

Mede 14 centímetros. Apresenta coloração preta nas partes superiores, com a parte posterior da coroa, nuca, manto, asas e cauda pretas. Testa, face, peito, ventre e crisso são brancos. As asas possuem duas barras alares brancas estreitas. Íris, bico e pernas escuras. Esta espécie é encontrada em águas paradas tomadas por tapetes de vegetação flutuante, como aguapés e vitórias régias em tanques e lagos e nas áreas abertas adjacentes. Também, ocorre em banhados, pantanais, brejos, campos e pastos alagados.

Registro feito no Tanquã - Piracicaba-SP

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Quinta, 04 Junho 2015 16:32

Pi-puí - Synallaxis cinerascens

O Pi-puí (Synallaxis cinerascens) é uma ave Passeriformes da família Furnariidae. Vive em matas secas e úmidas até 1.700 m de altitude.

Seu nome científico significa: de synallasis, synallaxis = nome dado por Vieillot (1818) para este gênero de aves com cauda espetada, do (grego) synallasis = era uma das ninfasIonides; e do (latim) cinerascens, cinis, cineris = cinzento, da cor de cinzas, cinza. ⇒Synallaxis cinzento ou ninfa das águas cor de cinzas. Na mitologia grega, Synallaxisera uma das irmandades de ninfas das águas que habitavam Kytherus, um rio, da região de Elis no oeste da península do Pelopeneso. Os nomes individuais das ninfas Ionideseram: Calliphaea, Synallasis (ou Synallaxis), Pegaea e Iasis.

Características

Mede 15 centímetros. Difere pelo píleo sem castanho algum e pela garganta branca e preta, asa e cauda ferrugíneas.

Vocaliza um dissilábico “uit-biti” ou um trissilábico “ruiti-bu-beiti”.

Registro feito no Parque Iguaçu

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Domingo, 03 Maio 2015 17:41

Passarinhadas e os caminhos do Paraná

graciosa35A região litorânea do estado do Paraná apresenta uma vegetação muito preservada, graças principalmente à geografia acidentada da Serra do Mar. Em sua vegetação luxuriante de vegetação primária, muitas espécies animais encontram um lar seguro para viver, Especialmente as aves, que são em grande número e de várias espécies. Partindo de Curitiba é possível atingir o litoral pela Serra da Graciosa que esconde muitos redutos para os praticantes da arte da observação de aves.

Um deles está na Estrada do Corvo, que margeia o rio de mesmo nome, localizado no alto da serra. O local é bastante preservado e possui uma trilha fácil de ser percorrida de um extremo a outro. Nesse local foram registradas muitas espécies como a Maria Leque do Sudeste, o Pinto-do-Mato, a Galinha-do-Mato e a Araponga.

Seguindo em direção ao litoral, pode-se admirar um dos pontos mais visitados do Paraná: A Serra da Graciosa, que foi a primeira ligação entre o litoral e a região de Curitiba e detém o trecho de Mata Atlântica mais bem preservado do Brasil sendo declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Construída a partir de uma trilha de tropeiros datada de 1721, podemos observar uma variedade de aves, típicas desse bioma. Vários pontos de parada ao longo da serra oferecem um espetáculo gastronômico e visual, como é o caso da parada no trecho final da estrada, no rio Mãe Catira, onde as Saíras quase pousam na mão dos visitantes.

Para os que desejam um passeio guiado, vale a pena passar pela cidade de Morretes e contactar o idealizador do Projeto Ornithos, Luciano Breves, que conta com uma estrutura para receber os observadores, sendo um local bastante agradável e inserido na mata.

Para os que desejam um local aconchegante que tem um foco em receber os admiradores de pássaros, o ideal é a Pousada Vovó Idalina, que oferece um bom preço e café da manhã em horário adequado. Na cidade já foram registradas espécies endêmicas como o Cuspidor-de-Máscara-Preta e a Sanã-do-Capim, que foi o primeiro registro da Região Sul.

Seguindo mais 10 km para o litoral, encontramos a cidade histórica de Antonina, famosa pelo seu casario e pela baía, de onde partem passeios às ilhas próximas, a fim de observar os Guarás e também o Bicudinho-do-Brejo. Para os viajantes que gostam da proximidade com o mar, é possível encontrar pousadas familiares e com atenção especial voltada àqueles que desejam um lugar diferenciado, como a Pousada das Laranjeiras.

Cada parte desses pequenos paraísos guardam além de história e beleza, muitos registros e histórias para os amantes da natureza.

saira-militar saira-sete-cores
araponga cuspidor-de-mascara

 

 

 

Sexta, 01 Maio 2015 16:42

Chupa-dente - Conopophaga lineata

O Chupa-dente (Conopophaga lineata) é uma ave Passeriformes da família Conopophagidae. Conhecido também como chupa-dente-marrom e samoco.

Seu nome científico significa: do (grego) könöps = mosquito; e -phagos, phagein = comer; e do (latim) lineata, linea = com linha, linha. ⇒ Comedor de mosquito marcado com linha.

Características

Tamanho 14 centímetros. Sexos quase iguais, o macho de colorido semelhante ao da fêmea do cuspidor-de-máscara-preta (Conopophaga melanops), não tendo contudo o desenho negro nas costas. Pardo, barriga brancacenta, maxila esbranquiçada, apresenta tufo pós-ocular branco vistoso, sombrancelha pode faltar, na fêmea tufo cinza ou ruivo. Atende rapidamente ao “playback” de seu chamado e entoa seu canto em horários de crepúsculo.

Registro feito no Parque Barigui

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Sexta, 24 Abril 2015 15:35

Tororó - Poecilotriccus plumbeiceps

O Tororó (Poecilotriccus plumbeiceps) é uma ave Passeriformes da família Rhynchocyclidae.

Seu nome científico significa: do (grego) poikilos = manchado; e trikkos = pequeno pássaro não identificado. Em ornitologia triccus significa papa-moscas; e do (latim)plumbeus = cor de chumbo, cinza; e -ceps, caput = com a cabeça, cabeça. ⇒ Papa moscas manchado com a cabeça cor de chumbo ou pequeno pássaro manchado com cabeça cinza.

Características

Mede 9 centímetros. Emite um canto curioso, do timbre de um sapo ou perereca, em sequências baixas, de agradável efeito sonoro.

 

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Terça, 14 Abril 2015 14:18

Passarinhada em Piracicaba e região

eu-gustavo-capaNo último fim de semana o Passarinhando esteve na região de Piracicaba. Já havíamos estado em duas outras regiões do estado vizinho: Mirassol, São José do Rio Preto e a região do Vale do Ribeira. Esta foi mais uma oportunidade de explorar alguns recantos do que resta da mata atlântica do estado de São Paulo e conhecer um pouco mais de sua avifauna. Matas contínuas tornaram-se muito raras, pois deram espaço à monocultura canavieira. Porém as aves ainda persistem no ambiente e mostram que mesmo em pequenos espaços é possível encontrá-las. Muitas espécies que ocorrem na região, também são comuns ao Estado do Paraná, como os Pardais, Pombas-de-bando, Pombões. Outras são restritos ao ambiente Paulista. Fomos primeiramente conhecer as florestas secundárias que permeiam a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo.

Um espaço cheio de verde e com uma avifauna bastante rica. Foi possível avistar a Lavadeira-mascarada, os Periquitões-maracanã, Periquitos-de-encontro-amarelo, Bem-te-vis. Entretanto o visitante mais ilustre não foi encontrado: o Bacurau-norte americano. Possivelmente este já tenha realizado sua migração para o hemisfério norte, de onde é originário. Reservamos uma tarde para conhecer o amigo Gustavo Pinto, de Americana, que realiza um belíssimo trabalho, juntamente com uma equipe de amantes da causa da preservação do Mocho-dos-banhados. Esta ave possui um porte majestoso e imaginem a emoção ao avistar ave tão rara e de beleza ímpar. Deixamos aqui, os parabéns aos guerreiros que lutam para que esta ave continue a embelezar os céus. 

As aves aquáticas também se fazem presentes na cidade de Piracicaba, especialmente nas margens do rio que dá nome à cidade. É realmente um show, admirar os Biguás, Socós, Socozinhos, Cabeças-secas pescando nas corredeiras onde os peixes pulam para a subida do rio. Existe, no entanto, um local que nessa oportunidade não foi possível visitar, mas que está no rol de locais para uma próxima expedição. Trata-se de um mini-pantanal, por apresentar características do Pantanal Matogrossense. Chama-se Tanquã. Local este que é referenciado como um paraíso de aves aquáticas.
Fechando nossa visita, fomos à cidade de Águas de São Pedro. Um pequeno e agradável município, famoso por sua organização, qualidade de vida e por suas águas minerais. Mesmo sendo tão pequeno (é o segundo menor do Brasil), observamos aves que poucos havíamos avistado, como as Pipiras-vermelhas e o Frango-d'água-azul. Conta-se que ornitólogos já avistaram no bosque municipal o Soldadinho. Infelizmente esse não deu o ar da graça. Já aguardamos uma nova saída na região, pois ampliamos nosso círculo de passarinheiros e assim pretendemos montar uma nova expedição para breve.

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Curitiba possui 30 Parques e cerca de 81 milhões m² de área verde preservada. São 55m² de área verde por habitante, três vezes superior ao índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde, de 16m². No Brasil, é a cidade onde a Mata Atlântica é melhor preservada. 

Com aproximadamente 400 espécies identificadas na cidade, entre nativas, migratórias e exóticas, segundo livro publicado pela Prefeitura Municipal de Curitiba, iniciamos nossas passarinhadas nestes Parques, queremos lembrar que não se trata de um trabalho científico e sim o registro da nossa paixão pelas aves.


Hierarquia dos taxons pertencentes à classe Aves de todas as aves do Brasil baseada na lista de aves do Brasil de janeiro de 2014 do CBRO (Comitê Brasileiro de Registro Ornitológico).

Os Textos são de consulta do site: http://www.wikiaves.com.br/.