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Passarinhando

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maria-preta-de-penachoMaria-preta-de-penacho (Knipolegus lophotes) é uma ave Passeriformes da família Tyrannidae 

Também conhecida como maria-preta (Minas Gerais) e maria-preta-de-topete. 


Seu nome significa: do (grego) knips, knipos = inseto; e lego = pegar, escolher; do (grego)lophos = penacho; e otis = abetarda (referência as aves da Ordem dos Gruiformes, classificadas na família dos Otídeos. Este grupo é formado por 6 gêneros , com 25 espécies, que ocorrem na Europa, Ásia e África). ⇒ (ave similar as abetardas que pega insetos e tem penacho). Vale lembrar que a referência a aves européias é comum, pois os ornitólogos que descreveram pela primeira vez estas espécies faziam associação e referiam-se as aves que conheciam no velho mundo. 

Características

O nome popular desta espécie ressalta o característico topete alto. Em voo, mostra uma ampla mancha branca nas asas abertas. Mede cerca de 21 centímetros..

maria-preta-de-penacho

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Terça, 01 Julho 2014 17:24

Saracura-três-potes - Aramides cajaneus

saracura-tres-potesTambém é conhecida por saracura-do-brejo, sericoia, sericora e três-potes. A Saracura-três-potes (Aramides cajanea) é uma ave da família Rallidae. Em geral, é mais escutada do que vista. Vive no chão de áreas alagadas com vegetação densa, manguezais, margens de rios e lagoas. Seu canto dá origem aos seus três nomes comuns mais frequentes. Escutado no clarear do dia e no escurecer, pode, no entanto, ser ouvido no meio do dia ou à noite. O canto, muito grave e alto, é um dueto entre os membros de um par e, às vezes, em coro com vizinhos. Conforme a região do país, o sotaque local produz cada um dos nomes comuns. As saracuras em geral eram chamadas pelos colonos italianos de beccaccia (se lê becatcha), devido ao seu jeito desengonçado ao levantar voo, à semelhança da galinhola europeia (Scolopax rusticola).

Seu nome significa: do (grego) aramos = um tipo de garça mencionado por Hesinquio; e -öides = semelhante; e de cajaneus, cajanea = referente a região de Caiena na Guiana. ⇒(Ave) de Caiena semelhante a uma garça. “Poule d'eau de Cayenne “de d'Aubenton (1765-1781) (Aramides).

Características

Mede 39 centímetros. Habitante de mata, camuflada pela cor e pelo padrão da plumagem, possui o dorso castanho-esverdeado, pescoço e cabeça cinzentos, o peito castanho-ferruginoso e o bico, amarelo-esverdeado. As pernas e pés são vermelhos, com o tarso mais comprido do que o dedo médio.

Registro feito em Tapira-MG

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Segunda, 30 Junho 2014 13:36

Cigarra-do-campo - Neothraupis fasciata

cigarra-do-campoA cigarra-do-campo é uma ave Passeriformes da família Thraupidae. Também conhecida como tiê-do-cerrado e sanhaço-do-cerrado.

Seu nome significa: do (grego) neos = novo; e thraupis = pequeno pássaro desconhecido, algum tipo de tentilhão. Em ornitologia Thraupis significa sanhaçu. e do (latim) fasciata, fasciatus, fascia = com faixa, com banda, faixa, banda. ⇒ Novo sanhaçu com faixa.

Características

Mede 16 cm de comprimento. Ao contrário da maioria das espécies da família Thraupidae, esse tiê é característico do Cerrado. Fácil de identificar pela máscara escura ao redor dos olhos e a garganta branca, a coloração é mais viva no macho do que na fêmea, especialmente, a máscara: negra no macho e cinza-escura na fêmea. Espécie endêmica do Bioma Cerrado, vive aos pares ou em grupos de três à sete indivíduos nos cerrados, cerradões e campos limpos. Chega a ocupar áreas ateradas de cerrado próximo à áreas urbanas. Um membro do grupo atua como sentinela, pousado em um galho exposto, enquanto os outros membros se alimentam no solo. Frequentemente estão juntos a outras espécies de aves, que podem se beneficiar de seu comportamento de sentinela.

Registro feito na Serra da Canastra - Sacramento-MG

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cigarra-do-campo

Segunda, 30 Junho 2014 11:39

Bandoleta - Cypsnagra hirundinacea

bandoletaA Bandoleta (Cypsnagra hirundinacea) é uma ave Passeriformes da família Thraupidae.

Seu nome significa: do (grego) kupselos = andorinha; e do (latim)hirundinacea = como uma andorinha; parecida com andorinha. ⇒ (Ave) parecida com uma andorinha.

Características

Mede 16 cm. e pesa entre 25-34 g. É identificada por seu traseiro branco conspícuo em sua parte traseira preta e possui a garganta rufa sob a sua cabeça preta. Habita áreas abertas como pastagens com árvores baixas. Vivem em grupos territoriais de três a seis indivíduos.

Registro feito em Sacramento-MG no Parque Nacional da Serra da Canastra.

bandoleta

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Domingo, 29 Junho 2014 14:31

Expedição Canastra – Parte I

eu-luciano-canastraChegaram as férias de junho! A Lenice e o Osmar, nossos amigos de São José do Rio Preto-SP nos convidaram para passar uns dias com eles e participar de uma aventura para conhecer a Serra da Canastra. Organizamos a viagem para partirmos no dia 18 pela manhã. Tomamos o ônibus e à noite chegamos a São José do Rio Preto-SP. Uma viagem cansativa, mas cheia de belas visões da paisagem dos estados do Paraná e São Paulo. Fomos recepcionados pelo Osmar e Lenice que sempre acolhedores nos instalaram em sua casa. Programamos a saída para Minas Gerais na manhã seguinte e antes que o sol raiasse, estávamos de pé para iniciarmos a jornada. Seria cerca de 4 horas de viagem até a cidade de Sacramento-MG, nossa porta de entrada do Parque Nacional da Serra da Canastra. Esta paisagem, formada pelo cerrado mineiro sempre despertou um interesse especial, pois como vivemos em uma região de mata atlântica, desconhecíamos este bioma que forma a maior parte do Brasil central.

O sol ia alto quando chegamos em Sacramento-MG. Foi inocência pensar que a portaria estaria perto, tal como ocorre com os demais parques que já havíamos visitado anteriormente. Tudo nesta região do Brasil é longe e a portaria 3, que iríamos passar, ficava a cerca 70 quilômetros da área urbana, em uma estrada de terra com muita poeira. A primeira impressão foi de que a região passa por uma falta de chuva crônica pois a vegetação estava seca e a terra sedenta por água. Diante disso, é possível compreender a falta de água pela qual passam os estados do sudeste.  Segundo o que pesquisamos uma das principais características deste parque é o grande número de mananciais, inclusive a nascente do Rio São Francisco, o maior rio genuinamente nacional. A Canastra recebeu esse nome porque seu chapadão parece mesmo um baú e por isso, torna-se um divisor de águas de grandes bacias hidrográficas e formador de lindas paisagens e cascatas.

Durante o percurso até a portaria 3 pudemos observar bandos de Gralhas-do-campo e registrar alguns indivíduos que pousavam nas extensas plantações de pinus e eucaliptos que margeavam a estrada e Taperuçus-de-coleira-branca. Além disso, observamos Tucanos-toco. Passava do meio dia quando chegamos à entrada do parque. Posso dizer que foi uma cena que jamais será esquecida. Olhar aquela extensão de terra plana que tocava o céu até onde nossa visão alcançava. Tão diferente de uma floresta de topografia irregular, essa planura parecia não ter fim a não ser quando margeava os precipícios que se lançavam do alto. Fomos recepcionados por dois simpáticos guecos (lagartinhos) sobre o muro de pedra. Sobre a vegetação... encontramos o típico cerrado, com plantas de pequeno porte com predominância de imensos descampados preenchidos por espécies gramíneas. Esse é o lar de muitas espécies animais sendo que só de aves são registradas cerca de 300 espécies. Neste primeiro contato foi possível registrar algumas delas, como a Bandoleta, o Beija-flor-de-orelha-violeta, o Bico-de-pimenta, a Cigarra-do-campo, o Gavião-caboclo, a Corruira-do-campo, a Gralha-do-campo, o Galito, o Sabiá-do-campo, o Papagaio-galego, o Tapaculo-de-colarinho e a Cigarra-do-ampo. Entretanto, a maior emoção desde primeiro dia ficou por conta de um casal de magníficas Águias-cinzentas. Espécie muito ameaçada de extinção que se mostrou em toda sua majestade, dando um verdadeiro espetáculo.

Com o aproximar da noite, nos dirigimos à saída do Parque, em direção à comunidade de São João da Canastra-MG, onde poderíamos passar a noite. Só não contávamos encontrar o povoado em plena época de festa junina e como não havíamos feito reservas nas pousadas aí existentes, nossa opção foi rodar mais uns 40 quilômetros em direção à cidade de Tapira-MG e onde precavidamente nossos amigos haviam feito reservas em uma pousada. Posso dizer que a noite que nos pegou na estrada mostrou seu lado mais fascinante: o céu mais lindo que vi em toda minha vida. Nunca a via láctea se mostrou tão límpida, as constelações tão vivas e as estrelas mais brilhantes. Só por isso, toda a poeira (que não era pouca) poderia ser esquecida facilmente. O ponto negativo é que essa estrada, que está passando por reformas, é mal sinalizada, o que permite ao visitante que não a conhece perder-se facilmente. Foi o que aconteceu com dois casais vindos da região de Barretos, o Osvaldo e Gabriela e O José Carlos e Poliana. Os encontramos no meio do nada, perdidos e sem saber como sair daquele labirinto que haviam se metido desde as 9 horas da manhã. Estes colegas prepararam uma aventura, com motos e apetrechos de acampamento, postos em um reboque puxado por um carro de passeio, que atolava todo o tempo nas subidas íngremes forrados com terra fofa e solta. Foi num estado de puro desespero que eles se encontravam que paramos para ajuda-los. As moças muito nervosas faziam chorar e seus pares tentavam em vão tirá-los de lá. Resolvemos separar o grupo, ficando o Roberto e o Osmar dirigindo o carro deles e os rapazes com suas motos. As meninas ficaram no nosso carro. Na subida, o reboque afundava e fazia-se necessário empurrar, o que ocorreu mais de uma vez. Em meio a esse turbilhão de esforços para atingirmos Tapira, nos depararmos com uma visita curiosa: um Lobo-guará fêmea se mostrando por vários minutos e dando um verdadeiro show. Após esta epopeia, chegamos a Tapira e para a sorte de todos, nossos amigos encontraram um quarto para passar a noite. Eles resolveram fazer um churrasco para todos em frente ao hotel e assim comemorarmos o final feliz dessa jornada.

galito-macho galito-femea
corruira-do-campo tapaculo-de-colarinho3
bico-de-pimenta aguia-cinzenta2
beija-flor-de-orelha-violeta caboclo
gralha-do-campo papagaio-galego
taperucu-de-coleira-branca tucanucu
bandoleta cigarra-do-campo2
entrada entrada2
entrada3 eu-tapeculo
lagarto
Sábado, 28 Junho 2014 16:31

Galito - Alectrurus tricolor

galitoO galito é uma ave Passeriformes da família Tyrannidae.

Seu nome significa: do (grego) alektör = como o galo doméstico; e oura = cauda; e do (latim) tricolor = com três cores. ⇒ (Ave) tricolor com a cauda (de um) galo doméstico.

Populações em declínio (BirdLife International 2000).

São Paulo (1998): Criticamente em Perigo.

Brasil (IBAMA): Vulnerável. 

Características

O macho possui coloração alvinegra, um “V” branco no lado superior e uma faixa peitoral negra incompleta. A fêmea é parda, asas e cauda mais escuras e garganta branca (Sick 1997).

Na época reprodutiva, a cauda do macho torna-se mais prolongada e larga devido à duas retrizes medianas transformadas, constituindo uma das principais características de dimorfismo sexual.

É normalmente encontrado em campos abertos e paludícolas (Sick 1997) do Cerrado. A espécie não se adapta em áreas perturbadas, ficando basicamente restrita às fisionomias de campos nativos do Cerrado (Tubelis e Cavalcanti 2000).

Registro feito em Sacramento-MG no Parque Nacional da Serra da Canastra.

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galito-femea

corruira-do-campoA Corruíra-do-campo (Cistothorus platensis) é uma ave da ordem Passeriformes da família Troglodytidae.


Seu nome significa: do (grego) kistos = arbusto, arbustos nas rochas; e thouros, thrösko= pulando, correndo, saltar, correr; (latim) platensis referente a região do rio da Prata na Argentina. ⇒ (Ave) do Prata que pula por pedras e arbustos.

Características

Apresenta coloração marrom-claro nas penas; do seu papo até a barriga é branco. Suas grandes coberteiras e suas rêmiges são listradas. O seu bico é um pouco curvo, muito semelhante ao bico da Corruíra.

Na época de cria, o macho pousa em poleiros expostos e bem visíveis para cantar. Seu canto é complexo e musical, com gorjeios e trinados variados e repetidos.

Escassa, de ocorrência localizada em campos naturais em bom estado de conservação. Em geral é difícil de ver; move-se quase como um camundongo pelo solo ou a baixa altura, entre a vegetação densa.

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tapaculo-de-coleraO Tapaculo-de-colarinho (Melanopareia torquata) é uma ave Passeriformes da família Melanopareiidae.

Seu nome significa: do (grego) melas, melanus = preto; e parëion = bochecha; etorquata, torquatus, torques = com colarinho, com colar, colar. ⇒ Pássaro com colar e bochecha preta.

Características

Possui cerca de 14 cm de comprimento e 15,8 g de peso. Pode ser facilmente identificado pelo seu colar negro que atravessa a região da garganta e pela sobrancelha branca logo acima de uma larga faixa negra sobre os olhos que se estende da base do bico até a nuca, a parte inferior é branco-amarelada e a costas ferrugíneas. Possui ainda uma mancha ferrugínea mais avermelhada na nuca que se estende até o colar negro nos lados do pescoço. É uma ave de difícil visualização por permanecer a maior parte do tempo muito próxima do solo.

Registro feito na Serra da Canastra - Sacramento-MG

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bico-de-pimentaO Bico-de-pimenta (Saltatricula atricollis), também conhecido como batuqueiro, é uma ave Passeriformes da família Thraupidae. Antigamente conhecida pelo nome científico Saltator atricollis.

Seu nome significa: do (latim) saltatricola, saltatrix = diminutivo de saltator = dançarino, dançarina; e do (latim) ater = preto; e collis = colo, pescoço, garganta. ⇒ Pequeno dançarino de garganta preta. 

Características

Mede cerca de 20 centímetros de comprimento, possui a máscara e pescoço anterior negros, partes superiores cinza pardacentas com reflexos anilados especialmente no dorso e nas asas, as partes inferiores são cinza amareladas claras. As rêmiges são negras com bordos interiores brancos. As retrizes são negras, o bico é grosso e laranja avermelhado. A fêmea possui as mesmas cores porém mais atenuadas, o bico é vermelho pálido. O jovem apresenta as partes superiores, cabeça e pescoço anterior pardos, bico anegrado e partes inferiores estriadas. Habita o cerrado, campos cerrados, caatinga e campos adjacentes.

Registro feito em Sacramento-MG

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gralha-pgAcontece nesta quinta (05), às 19h30, no Espaço Cultural da Câmara Municipal de Ponta Grossa, o coquetel de abertura da exposição “Blue Jay Parade”. A exposição já esteve na capital paranaense no Shopping Jardim das Américas. A exposição tem como tema principal a Gralha-azul. A ave símbolo do Paraná é protegida pela Lei Estadual n. 7957 de 1984. A exposição tem a assinatura curatorial de Eloir Jr. e Kézia Talisin, com orientação de Carla Schwab. A mostra reúne 20 artistas que confeccionaram as obras especialmente para a exposição. São eles: Ana Lectícia Mansur, Ana Müller, Aninha Sacchelli, Carla Schwab, Cecifrance Aquino, Eloir Jr., João Câncio Neto, Kézia Talisin, Luiz Felix, Márcio Prodócimo, Michelle Mosele, Mônica Pailo, Noeli Tarachuka, Raquel Frota e Ruth Mara. Há também a participação de artistas convidados: Ana Knapik, Celso Parubocz, Katia Velo, Oswaldo Fontoura Dias e Tânia Leal.

O artista visual Celso Parubocz, curador e empreendedor cultural nos Campos Gerais destaca a importância em realizar esta aliança entre os municípios: “A pesquisa para realizar a obra foi importante para rever nossas raízes culturais e divulgar ao espectador o resultado através de diversas técnicas visuais.” A exposição permanecerá em cartaz até 03 de julho de 2014.

Serviço: Exposição “Blue Jay Parade” Avenida Visconde de Taunay, 880 – Ronda, Ponta Grossa/PR Vernissage: 05 de junho de 2014, às 19h30

Período de exposição: De 03 de junho a 03 de julho de 2014. (42) 3220-7100

Classificação Livre

Entrada Gratuita

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Curitiba possui 30 Parques e cerca de 81 milhões m² de área verde preservada. São 55m² de área verde por habitante, três vezes superior ao índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde, de 16m². No Brasil, é a cidade onde a Mata Atlântica é melhor preservada. 

Com aproximadamente 400 espécies identificadas na cidade, entre nativas, migratórias e exóticas, segundo livro publicado pela Prefeitura Municipal de Curitiba, iniciamos nossas passarinhadas nestes Parques, queremos lembrar que não se trata de um trabalho científico e sim o registro da nossa paixão pelas aves.


Hierarquia dos taxons pertencentes à classe Aves de todas as aves do Brasil baseada na lista de aves do Brasil de janeiro de 2014 do CBRO (Comitê Brasileiro de Registro Ornitológico).

Os Textos são de consulta do site: http://www.wikiaves.com.br/.