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Saíras de Aniversário - Daniel Esser

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30092Algumas vezes recebemos presentes inesperados, sem saber porque. Aconteceu comigo na sexta-feira passada. 

Fotografar passarinho dá trabalho e às vezes é muito frustrante. Depende de paciência e, muitas das vezes, de sorte. 

O sítio de minha família, em Martins Soares-MG, é um local muito interessante, pois tem diversos  habitates com várias espécies de aves concentradas em uma área pequena. Em pouco mais de 20.000 m2 já registramos mais de 100 espécies. Algumas vêm e vão, ficando sumidas por muitos anos, outras são figurinha fácil, podendo ser encontradas a qualquer momento.

Há lá uma família de anumarás (Curaeus forbesi) que vai e vem todo ano. Um casal de sofrês (Icterus jamacaii) chocou em um ninho de joões-de-pau (Phacellodomus rufifro ns) no final do ano passado e pelo menos  dois filhotes escaparam. Sempre há alguma surpresa me esperando quando apareço para fazer umas fotos.
 
Sexta-feira passei por lá e os terreiros estavam cheios de café secando. Lavadeiras, bem-te-vis, furnarídeos em geral gostam muito desse período, porque a umidade existente nas cerejas do  café atrai vários invertebrados que fazem a festa. Até os quero-queros se aproveitam da fartura. 

30087Enquanto eu me divertia com essa turma que está sempre por lá, um bando de saíras-douradinhas (Tangara cyanoventris) pousou no grande  ipê-amarelo que tem logo ao lado de um dos terreiros. Ele estava completamente sem  folhas e repleto de botões prestes a explodir.  Era fácil vê-las nos galhos, mas  como o ipê é uma árvore muito alta, não consegui boas fotos pois, além de tudo, elas não paravam quietas e logo voaram para outras árvores mais distantes onde sumiram entre a folhagem. Fiquei aborrecido por  não terem descido um pouco e me dado chance de conseguir fotos melhores, mas esse é um dos fatos-da-vida de quem quer pegar passarinho. Eles não costumam dar muita colher-de -chá.

3009630086Terminei de registrar as espécies que havia ali em volta dos  terreiros e resolvi fazer a ronda na estrada que leva ao cafezal. Logo depois de se atravessar a ponte sobre o córrego passa-se entre algumas árvores altas  e a lavoura . Ali sempre se acham alguns bichos interessantes. 
 
Aproveitei a sombra das árvores e me sentei um pouco, esperando por algum beija-flor, ou o teque-teque, ou o tietinga que estão sempre por ali.

Para minha surpresa, sem aviso, vi-me envolto em uma roda-viva azul e amarela. O bando das  saíras veio forragear exatamente à minha volta, pousando em galhinhos baixos, a menos de 1m de mim, num vai e vem constante, pegando lagartas e borboletinhas em todo canto. Foi um dos momentos mais bonitos que já vivi nessa busca por passarinhos.  Como presente de aniversário, não podia ser muito melhor.

30107As fotos que consegui, na confusão e emoção do momento, estão aí.

esserExperiência vivida por Daniel Esser
Veja mais sobre Daniel entrando em seu site
http://daniesser.multiply.com/

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Curitiba possui 30 Parques e cerca de 81 milhões m² de área verde preservada. São 55m² de área verde por habitante, três vezes superior ao índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde, de 16m². No Brasil, é a cidade onde a Mata Atlântica é melhor preservada. 

Com aproximadamente 400 espécies identificadas na cidade, entre nativas, migratórias e exóticas, segundo livro publicado pela Prefeitura Municipal de Curitiba, iniciamos nossas passarinhadas nestes Parques, queremos lembrar que não se trata de um trabalho científico e sim o registro da nossa paixão pelas aves.


Hierarquia dos taxons pertencentes à classe Aves de todas as aves do Brasil baseada na lista de aves do Brasil de janeiro de 2014 do CBRO (Comitê Brasileiro de Registro Ornitológico).

Os Textos são de consulta do site: http://www.wikiaves.com.br/.